A circulação do Metro Sul do Tejo deverá sofrer perturbações entre os dias 20 e 27 de outubro devido à greve convocada pelos maquinistas. De acordo com uma nota publicada no site oficial do Metro Transportes do Sul (MTS), a greve abrange todos os serviços realizados nos dias 20 e 21 de outubro e as duas últimas horas dos períodos de trabalho entre 22 e 27 de outubro.
A greve, convocada pelo Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses, poderá levar a alterações no serviço do MTS, com a circulação limitada às linhas 1 e 3.
“A MTS informa que poderão ocorrer fortes perturbações na circulação entre as 16h30 do dia 19 de outubro e as 2h00 do dia 22 de outubro, prevendo-se a realização de serviço apenas nas Linhas 1 e 3”, refere a nota divulgada pela operadora.
Perante estas alterações, os passageiros que utilizam habitualmente a linha 2 deverão efetuar transbordo na paragem Bento Gonçalves, de forma a prosseguir a viagem através das Linhas 1 e 3, acrescenta a MTS.
Por sua vez, o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ), garante que a greve foi convocada depois de cerca de dois anos e meio de negociações sem resultados concretos para a celebração de um Acordo de Empresa, informa em comunicado. Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão a melhoria das condições de trabalho, a atualização salarial face à perda de poder de compra e a garantia de que as matérias relacionadas com a organização do trabalho sejam negociadas coletivamente, em vez de dependerem de decisões unilaterais da empresa.
“30 meses de negociações constituem um período mais do que suficiente para que a empresa apresente respostas efetivas às reivindicações dos seus trabalhadores”, afirma o sindicato. Para o SMAQ, “a valorização dos profissionais responsáveis pela condução dos veículos do Metro Sul do Tejo, o respeito pela negociação coletiva e a melhoria das condições de trabalho são elementos essenciais para a sustentabilidade e a qualidade do serviço público de transporte prestado às populações”.
Apesar dos constrangimentos que a paralisação poderá causar aos passageiros, o sindicato manifesta disponibilidade para continuar a negociar com a administração da MTS, com vista a alcançar um acordo que permita resolver o conflito.
Texto: Marisa Ferreira






