O ferry Lisbonense sofreu um acidente na noite desta quinta-feira, 3 de setembro, à chegada à estação fluvial da Trafaria. O navio, que transportava 27 passageiros e duas viaturas, embateu no pontão da estação e, posteriormente, numa estrutura da Silopor.
Segundo comunicado da Transtejo/Soflusa, publicado no site da transportadora, o acidente terá ocorrido na sequência de “uma avaria numa das máquinas, tendo-se verificado o embate no pontão da estação fluvial da Trafaria e, posteriormente, numa estrutura da Silopor”. A ocorrência registou-se cerca das 21h30, depois de o Lisbonense ter partido da estação de Belém às 21h.
Do acidente resultaram dois feridos ligeiros, ambos tripulantes da embarcação. Uma das viaturas que seguia a bordo sofreu também danos, adianta a Transtejo/Soflusa no mesmo comunicado.
Após o embate, o Lisbonense foi rebocado por um navio elétrico da TTSL até ao pontão da estação fluvial da Trafaria. Nesse local, “foi efetuado o desembarque em segurança dos passageiros e das viaturas”. Posteriormente, a embarcação avariada foi rebocada para a Doca 13.
De acordo com a transportadora, foram acionados de imediato os mecanismos internos destinados a “apurar as circunstâncias em que ocorreu o acidente”.
Transporte de veículos suspenso na Trafaria
Na sequência do acidente, o serviço de transporte de veículos na ligação fluvial da Trafaria encontra-se temporariamente interrompido desde a noite de quinta-feira.
A Transtejo/Soflusa informa que, neste momento, “não sendo possível prever a sua retoma”. Já o serviço de transporte de passageiros mantém-se a funcionar de acordo com os horários em vigor.
A suspensão do transporte de veículos acontece numa altura em que a Trafaria se prepara para receber vários eventos, entre os quais o “Trafaria com Prova”, este fim de semana, e o festival “Trafaria Bluegrass”, agendado para os dias 11 a 13 de setembro.
Lisbonense já tinha ficado avariado em abril
Esta não é a primeira vez que o Lisbonense sofre uma avaria este ano. Em abril, o navio este inoperacional, levando à suspensão do transporte de veículos durante mais de um mês. Também nessa altura a situação foi agravada pelo facto de o outro ferry, o Almadense, também se encontrar avariado.






