Os trabalhadores do Metro Sul do Tejo (MST) voltam à greve entre os dias 16 e 23 de novembro. A paralisação surge na sequência do impasse nas negociações do Acordo de Empresa e vai decorrer em duas fases, com diferentes modalidades de adesão.
A primeira fase da greve decorre entre 16, 17 e 18 de novembro, dias em que a greve será total. Mais concretamente, a paralisação começa às 4h de 16 de novembro e prolonga-se até às 4h de 19 de novembro, abrangendo a totalidade dos períodos de trabalho que coincidam com esse intervalo, informa o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ), que convoca a greve.
A segunda fase decorre entre as 4h de 19 de novembro e as 4h de 23 de novembro. Neste período, a paralisação abrange as duas últimas horas de cada período normal de trabalho, bem como todos os períodos de trabalho cuja duração prevista seja superior a oito horas.
O sindicato esclarece ainda que, durante esta segunda fase, estão previstas regras específicas para evitar a interrupção das circulações em percurso, impedindo que os veículos fiquem imobilizados em locais intermédios.
Entre as principais reivindicações está a conclusão de um Acordo de Empresa que estabeleça regras para as relações laborais e reconheça os direitos, funções e responsabilidades dos trabalhadores.
No comunicado, o SMAQ afirma que pretende alcançar “uma solução negociada que permita concluir o Acordo de Empresa, assegurar o respeito pelos direitos dos trabalhadores e promover a sua justa valorização profissional”. Ao mesmo tempo, o sindicato exige também a retoma de negociações regulares, com propostas e compromissos concretos, contestando a imposição unilateral de condições de trabalho por parte da gestão.
A atualização salarial intercalar é outra das reivindicações, com o sindicato a defender uma compensação pela perda de poder de compra e pelo aumento das despesas dos trabalhadores, nomeadamente com alimentação, energia e habitação.
Esta é a segunda greve dos maquinistas da MTS no espaço de um mês. Recorde-se que, entre 20 e 27 de outubro, os trabalhadores realizaram uma paralisação que, segundo o SMAQ, registou uma adesão de 100% no primeiro dia. Durante esse período, a circulação esteve limitada à linha 3 (Cacilhas–Universidade), entre as 7h e as 9h e as 17h e as 19h, ao abrigo dos serviços mínimos decretados.






