Sob o mote “Confluência com Todas as Margens”, Almada apresentou este sábado a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028, numa sessão que decorreu no Salão de Festas da Incrível Almadense.
O concelho junta-se assim a Setúbal, Amarante, Óbidos, Loulé, Guarda e Leiria, que anunciaram também a intenção de concorrer.
Assentando no conceito de “confluência”, Almada apresenta-se na candidatura como um “território de encontros, moldado ao longo de séculos por quem chegou pelo rio e ficou, por quem atravessou e permaneceu, por quem partiu e deixou legado”, assinala a Câmara de Almada, em comunicado.
A proposta pretende responder também aos desafios associados ao crescimento demográfico do concelho, nomeadamente o risco de anonimato urbano e as desigualdades no acesso à cultura, adianda a autarquia. Com esta iniciativa, espera-se aproximar associações e coletivos de diferentes gerações, reforçando a participação cultural em todo o território, do Monte de Caparica à Trafaria e da Costa ao Pragal.
“Almada é há muito uma cidade da cultura, tem uma vida cultural continuada, uma programação reconhecida, estruturas profissionais de grande qualidade, práticas amadoras e coletivas emergentes, um movimento associativo profundamente enraizado e um público numeroso e exigente, disponível para participar”, afirmou a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, durante a apresentação da candidatura.
A autarca acrescentou que “Almada propõe ao país um novo modelo de democracia cultural, ao fazer dos públicos, das associações e das comunidades participantes e coautores da vida cultural. Almada 2028 será um lugar em que todas as margens se encontram, as do rio e as do mar, mas também as sociais, culturais, territoriais, geracionais e nacionais.”
O objetivo é que o legado da candidatura ultrapasse 2028, através do reforço das ligações entre associações, espaços e agentes culturais, “potenciando ao máximo o trabalho em rede”, sublinhou Rute Moura, diretora do Departamento de Cultura da CMA.
A candidatura será submetida oficialmente até 3 de dezembro, sendo que a cidade vencedora será anunciada em março de 2027.
Embaixadores de Almada
Durante a apresentação foram também conhecidos os embaixadores da candidatura de Almada. A lista inclui nomes de destaque como o antigo secretário de Estado da Cultura António Gomes de Pinho, a atriz Fernanda Serrano, os músicos almadenses Carlão e António Manuel Pinto; Ana Vilaça, atriz e autora; Nuno Saraiva, cartoonista e autor de banda desenhada almadense; Luísa Costa Gomes, escritora, dramaturga, guionista e cronista; Romeu Runa, ator e bailarino; Rodrigo Francisco, encenador, dramaturgo e diretor artístico da Companhia de Teatro de Almada; Filipe Pinto Ribeiro, músico e diretor artístico do Festival de Música dos Capuchos; e Fernanda Fragateiro, artista plástica.
A Capital Portuguesa da Cultura teve a sua primeira edição em Aveiro, em 2024, seguindo-se Braga, em 2025, e Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, em 2026. As três cidades tinham anteriormente apresentado candidaturas a Capital Europeia da Cultura 2027, título que viria a ser atribuído a Évora.
Para 2028, além de Almada, já foram anunciadas intenções de candidatura por parte de Loulé, Guarda, Leiria, Óbidos, Setúbal e Amarante.
PS questiona Governo sobre futuro do Castelo de Almada e da Fortaleza da Torre Velha





