Urgência regional de obstetrícia em Almada já não arranca em março

Arranque depende da conclusão das escalas conjuntas entre os hospitais de Almada, Barreiro e Setúbal.

A criação da urgência regional de ginecologia e obstetrícia da Península de Setúbal, que ficará concentrada no Hospital Garcia de Orta, em Almada, já não vai avançar em março, uma vez que o início do novo modelo depende da conclusão das escalas conjuntas entre os hospitais envolvidos. “A data será comunicada pelo diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde”, afirmou Ana Paula Martins aos jornalistas.

Numa audição no Parlamento, a 24 de fevereiro, a ministra tinha anunciado que a nova urgência regional iria entrar em funcionamento ainda durante o mês de março. No entanto, a governante esclarece agora que o arranque só poderá acontecer quando estiverem definidas as escalas que irão juntar equipas dos hospitais de Almada, Barreiro e Setúbal.

Segundo informações avançadas pelo Observador, apenas três dos sete obstetras do Hospital do Barreiro aceitaram, até agora, deslocar-se para o Hospital Garcia de Orta, onde ficará instalada a futura urgência regional de obstetrícia. Além destes três médicos, alguns internos também se mostraram disponíveis para ajudar a completar as escalas de urgência.

A recusa de vários médicos em assumir turnos de urgência, uma possibilidade prevista devido à idade, tem dificultado a elaboração das escalas. Caso a situação se mantenha, a ministra da Saúde admite que estas possam vir a ser preenchidas com recurso a médicos tarefeiros.

A criação desta urgência regional tem sido discutida desde o verão do ano passado, numa tentativa do Governo de responder à falta de médicos obstetras na região. O modelo prevê concentrar no Hospital Garcia de Orta as equipas dos hospitais de Setúbal e do Barreiro.

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O objetivo da nova urgência regional é atingir cerca de 3.100 partos por ano, avança o Observador, um número que compara com os 2.195 partos realizados no último ano no Hospital Garcia de Orta.

A reorganização tem motivado contestação de utentes e autarcas, sobretudo devido ao encerramento previsto da urgência de obstetrícia do hospital do Barreiro.

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