Como escolher azulejos para cozinha que ainda agradem daqui a 10 anos

Os melhores azulejos para cozinha resultam de uma combinação de materiais resistentes, tons intemporais, poucas juntas e betume adequado. Escolha-os tendo em mente a próxima década e calcule o custo total do chão ao teto antes de decidir.

A cozinha é a divisão que mais castiga, por assim dizer, um revestimento, dados os múltiplos fatores que contribuem para o seu deterioramento:

  • Gordura;
  • Vapor;
  • Calor;
  • Impactos;
  • Produtos de limpeza;
  • Passos constantes.

Escolher azulejos para cozinha só porque aparecem em todas as fotografias da moda é a forma mais rápida de acabar com uma obra para repetir. Felizmente, durabilidade, técnica e estética são elementos que obedecem a critérios previsíveis, reunidos neste guia com base nas recomendações técnicas da Revigrés, fabricante portuguesa de pavimentos e revestimentos cerâmicos fundada em 1977.

Porque é que a maioria das pessoas se arrepende dos azulejos que escolheu para a cozinha ao fim de dois anos

Raramente o problema é o azulejo em si, mas sim as decisões tomadas à pressa, sobretudo quando se baseiam numa imagem e não na rotina de quem cozinha, sendo que os motivos por detrás do arrependimento tendem a repetir-se:

  • Excesso tendencial: os padrões demasiado marcados em todas as paredes cansam depressa;
  • Superfície errada: um acabamento polido escorrega com gordura e água, o que se torna visível a cada marca;
  • Tonalidades misturadas: caixas de lotes diferentes deixam manchas de cor visíveis na parede;
  • Juntas descuidadas: escurecem, ganham bolor e estragam o conjunto;
  • Base mal preparada: a Revigrés recomenda nivelar o suporte quando as irregularidades ultrapassam 5 mm.

Antes de começar, confirme que todas as caixas têm a mesma qualidade, tonalidade e calibre.

Materiais que resistem à gordura, ao calor e a riscos no dia a dia

O grés porcelânico é a referência que deve ter em conta ao construir ou remodelar uma cozinha, uma vez que a sua porosidade é quase nula e resiste a manchas, agentes químicos, desgaste e fogo, simplificando a sua manutenção. No âmbito desta família, convém fazer as seguintes distinções:

  • Grés porcelânico esmaltado: indicado para chão e paredes com tráfego moderado;
  • Grés porcelânico técnico: concebido para tráfego intenso e cargas elevadas;
  • Revestimento vidrado de pasta branca: apenas para paredes interiores, nunca para o chão.

No pavimento, a segurança é tão importante quanto o aspeto: para cozinhas, a classe R10 é a referência habitual de resistência ao escorregamento, um critério pelo qual pode filtrar os produtos constantes do catálogo virtual da Revigrés.

Os acabamentos rugosos proporcionam melhor aderência, mas requerem uma escova de fibra dura para remover a sujidade. Com piso radiante, o grés porcelânico irradia bem o calor, que deverá provir de um sistema elétrico, em vez de hidráulico, de acordo com a marca.

Cores e formatos que não saem de moda, mesmo com as novas tendências

As tendências atuais sugerem a utilização de superfícies contínuas, formatos grandes com poucas juntas, acabamentos mate, tons terrosos e de pedra e uma estética artesanal ou retro. Nada disto é incompatível com um fator como a durabilidade, desde que siga uma lógica simples: base neutra, personalidade pontual.

  • Chão e paredes principais: branco quente, areia, cinzento-pedra, efeito de cimento ou mármore suave são tons que atravessam décadas;
  • Cor ou padrão: reserve-os para uma zona limitada, como a parede entre a bancada e os armários. Se o seu gosto mudar, altere uma só parede e não a cozinha inteira;
  • Formatos: as peças alongadas (como as de 30×90 cm) reduzem a leitura das juntas e as retificadas permitem juntas mais finas.

As propostas de cozinha da Revigrés seguem esta abordagem, com referências como «Solid», «Origin» ou «Bricks».

O que nem toda a gente explica sobre juntas, rejunte e manutenção

As juntas ocupam pouca superfície, mas decidem se a cozinha continua a parecer nova ao fim de uma década.

  • Largura: a Revigrés recomenda um mínimo de 2 mm em interiores;
  • Colagem: use cimento-cola adequado e faça uma colagem dupla, com cola no suporte e no tardoz da peça;
  • Betume: o cimentício é mais económico, embora poroso, e absorve água e gordura. O epóxi quase não absorve e resiste melhor a manchas, apesar de custar mais e requerer uma aplicação por parte de técnicos experientes. Em tons próximos do azulejo, as juntas disfarçam melhor a sujidade;
  • Bolor: aplique betume antifúngico e, depois de seco, um hidrófugo, renovado de quatro em quatro anos.

Na limpeza diária, bastam água tépida e um pouco de detergente neutro para enxaguar bem. A lixívia diluída não afeta o material, mas procure evitar produtos com ácido fluorídrico. As manchas de café ou de azeite saem facilmente se forem limpas de imediato; depois de secas, requerem a utilização de um produto específico.

Quanto custa realmente revestir a cozinha do chão ao teto

O preço do azulejo é apenas uma parte da conta; como referência de mercado em Portugal, o material vai de cerca de 8 € a mais de 45 € por m², enquanto a mão de obra de assentamento ronda os 8 € a 15 € por m², subindo com formatos grandes, peças retificadas ou muitos cortes.

Um exemplo de ordem de grandeza: numa cozinha com 10 m² de chão e 25 m² de paredes (ou seja, 35 m²), a mão de obra ficaria entre cerca de 280 € e 525 €. Já o material ficaria entre 700 € e 1575 € numa gama média (de 20 € a 45 € por m²). A isto somam-se:

  • Cola;
  • Betume;
  • A remoção do revestimento antigo;
  • Um eventual nivelamento;
  • Uma margem para cortes e quebras.

Pense ainda no custo por ano de utilização: os azulejos para cozinha substituídos ao fim de cinco anos, ainda que inicialmente mais acessíveis, acabam por sair mais caros do que um grés porcelânico bem aplicado que dura muito mais. A Revigrés acrescenta uma quíntupla certificação de sistemas de gestão e declarações ambientais de produto nas coleções de grés porcelânico.

 

Conteúdo Comercial: Revigrés

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