Utentes da Fertagus apresentam queixa à Provedoria de Justiça devido a falhas no serviço

Utentes denunciam falhas recorrentes, exigem mais segurança, transparência e responsabilização no serviço ferroviário entre a Margem Sul e Lisboa.

A Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul (CUTMS) apresentou uma queixa formal à Provedoria de Justiça, denunciando problemas no serviço prestado pela Fertagus e solicitando a intervenção da entidade, informou em comunicado.

Na exposição enviada, a comissão aponta um conjunto de falhas que considera recorrentes e que afetam diariamente os passageiros que utilizam a ligação ferroviária entre a Margem Sul e Lisboa, identificando seis áreas prioritárias de intervenção.

Entre os pedidos, destaca-se a necessidade de “garantir que os direitos dos utentes da Fertagus são respeitados”, bem como “avaliar o cumprimento das obrigações de serviço público pela Fertagus e pela Infraestruturas de Portugal”. A comissão defende ainda a adoção de medidas que assegurem maior segurança, regularidade e transparência no serviço, nomeadamente a promoção de “medidas que garantam a segurança, regularidade e transparência do serviço prestado”.

Outro dos pontos centrais passa por “apurar responsabilidades sobre as falhas sistemáticas identificadas”, assim como pela melhoria da comunicação com os passageiros, nomeadamente no que diz respeito à divulgação atempada de obras, avarias e eventuais alterações ao serviço, acompanhadas de alternativas viáveis, como refere o ponto “assegurar a atempada informação aos utentes sobre a calendarização de obras e avarias e garantir alternativas face à diminuição do serviço”.

Finalmente, a comissão de utentes sublinha a importância de “promover o diálogo entre os utentes, as Infraestruturas de Portugal e os vários operadores das ligações entre a margem Sul do Tejo e Lisboa”.

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Recorde-se que, no início de março, também a Comissão Utentes da Fertagus anunciou o envio de uma queixa à Comissão Europeia contra o Estado português, acusando-o de permitir que os passageiros sejam transportados diariamente em condições “fora do padrão europeu” e com “riscos de segurança”.

 

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