Legislativas 2025: O que defendem os partidos para Almada? — Mobilidade e túnel entre Trafaria e Algés

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A mobilidade entre as duas margens do Tejo, nomeadamente com a proposta de construção de um túnel entre a Trafaria e Algés, tem sido alvo da atenção dos partidos e da população. Este foi um dos temas sobre os quais o jornal ALMADENSE questionou os partidos com representação parlamentar no âmbito das Eleições Legislativas 2025. 

Aqui publicamos as respostas à questão:

A construção do túnel Trafaria-Algés é uma prioridade para melhorar as ligações entre a margem sul e Lisboa? De que forma avaliam esta solução, em comparação com o reforço do transporte fluvial, ferroviário e rodoviário já existentes? Que compromissos concretos assumem relativamente à mobilidade entre margens?

Nota: Seguindo as setas encontrará as respostas enviadas pelos partidos ao ALMADENSE. A ordenação dos mesmos foi feita segundo a votação obtida em Almada nas últimas eleições legislativas. O partido Chega não respondeu às questões.

Veja a resposta às outras questões:
 Habitação     Lisnave     Compromissos 

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PAN

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O projeto do túnel Trafaria-Algés levanta várias preocupações que justificam uma análise crítica aprofundada. Os principais contras, que fundamentam a nossa oposição ao seu desenvolvimento, assentam nos seguintes argumentos:

– Impacto ambiental elevado, dado que implica a intervenção em zonas sensíveis, como o estuário do Tejo e a orla costeira, afetando ecossistemas marinhos e zonas húmidas protegidas. A construção de um túnel subfluvial implica dragagens, obras pesadas e risco de contaminação de solos e águas. Esta obra megalómana pode inclusive contrariar os compromissos de descarbonização, ao incentivar o uso do transporte individual em detrimento de soluções coletivas e mais sustentáveis.

– Custo muito elevado, sendo que projetos deste tipo têm custos de centenas de milhões de euros, com grande probabilidade de derrapagens orçamentais, colocando pressão sobre recursos públicos que poderiam ser canalizados para reforço e melhoria da oferta já existente (ferrovia, fluvial, TST/Metro Sul do Tejo). A relação custo-benefício é altamente discutível, sobretudo quando comparada com intervenções de menor custo e maior impacto imediato.

– Aposta em modelo de mobilidade ultrapassado. Este projeto privilegia a infraestrutura rodoviária, em vez de transportes públicos de massas, mais eficientes e sustentáveis, assim como pode promover o aumento do tráfego automóvel e das emissões entre margens, agravando problemas já existentes em Lisboa e Almada. A construção de um túnel Trafaria-Algés contraria políticas de redução do uso do automóvel, de incentivo à mobilidade suave e de transição energética.

– Risco de desequilíbrios urbanísticos e especulação, dado que a existência deste túnel pode acentuar a pressão urbanística na Trafaria e zonas envolventes, conduzindo à gentrificação e à perda de identidade local. Sem salvaguardas sociais, há risco de especulação imobiliária e aumento do preço da habitação na margem sul, especialmente em zonas costeiras.

O PAN defende soluções alternativas mais viáveis e imediatas, como a melhoria dos transportes públicos: autocarros, ligações fluviais e a oferta ferroviária (mais frequentes, mais rápidos, mais integrados e mais cómodos). Assim como a requalificação da mobilidade dentro da margem sul (Metro Sul do Tejo, ciclovias, autocarros elétricos), o que pode melhorar substancialmente a acessibilidade sem megaprojetos de elevado risco.

O túnel Trafaria–Algés representa uma resposta cara, ambientalmente arriscada e potencialmente desajustada às necessidades reais da região. Qualquer decisão sobre a sua viabilidade deve ser baseada em estudos técnicos independentes, avaliação de impacto ambiental rigorosa e ampla participação pública.

 

Legislativas 2025: O que defendem os partidos para Almada? — Os terrenos da Lisnave

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