Aqui publicamos as respostas à questão:
A construção do túnel Trafaria-Algés é uma prioridade para melhorar as ligações entre a margem sul e Lisboa? De que forma avaliam esta solução, em comparação com o reforço do transporte fluvial, ferroviário e rodoviário já existentes? Que compromissos concretos assumem relativamente à mobilidade entre margens?
Nota: Seguindo as setas encontrará as respostas enviadas pelos partidos ao ALMADENSE. A ordenação dos mesmos foi feita segundo a votação obtida em Almada nas últimas eleições legislativas. O partido Chega não respondeu às questões.
Veja a resposta às outras questões:
Habitação Lisnave Compromissos
Bloco de Esquerda

Embora seja evidente a necessidade de melhorar as ligações entre a Margem Sul e Lisboa, garantindo o direito à mobilidade e ao desenvolvimento local, o túnel Algés-Trafaria não é a solução adequada.
Em primeiro lugar, a Trafaria não tem condições infraestruturais para suportar o aumento de tráfego resultante deste projeto, além de representar uma aposta errada no transporte individual. A construção de mais infraestruturas rodoviárias só incentivará o uso do carro e agravará os congestionamentos, como demonstram exemplos como o alargamento do IC20.
Neste momento decisivo no combate às alterações climáticas, a resposta deve ser ambiental e centrada no transporte público. É urgente reforçar a oferta de transportes fluviais, ferroviários e rodoviários, com mais equipamentos, horários e carreiras entre Almada e Lisboa, além de reduzir os preços dos passes, caminhando progressivamente para a gratuidade.
Os últimos anos confirmaram os alertas do Bloco: é essencial terminar a concessão ruinosa da Fertagus e, imediatamente, reforçar o material circulante. O desinvestimento na Transtejo/Soflusa é flagrante, com atrasos inaceitáveis na frota de barcos e supressões constantes de serviços. O caos da implementação da Carris Metropolitana e a falta de ligações estratégicas comprovam que as concessões a empresas privadas falharam às populações, privilegiando o lucro sobre as necessidades de mobilidade. É necessária uma visão intermunicipal pública para o transporte rodoviário.
Quanto à expansão do Metro Sul do Tejo, esta obra, anunciada há mais de 16 anos, continua refém da falta de financiamento, tendo ficado de fora do PT2030. Questionado pela deputada do Bloco Joana Mortágua, o Ministro da Coesão Territorial adiou o investimento para um ciclo futuro indefinido, protelando-o por mais uma década. O Bloco defende que uma eventual terceira travessia do Tejo priorize o transporte público ferroviário e rodoviário.




