Aqui publicamos as respostas à questão:
A construção do túnel Trafaria-Algés é uma prioridade para melhorar as ligações entre a margem sul e Lisboa? De que forma avaliam esta solução, em comparação com o reforço do transporte fluvial, ferroviário e rodoviário já existentes? Que compromissos concretos assumem relativamente à mobilidade entre margens?
Nota: Seguindo as setas encontrará as respostas enviadas pelos partidos ao ALMADENSE. A ordenação dos mesmos foi feita segundo a votação obtida em Almada nas últimas eleições legislativas. O partido Chega não respondeu às questões.
Veja a resposta às outras questões:
Habitação Lisnave Compromissos
CDU/PCP-PEV

A grande prioridade na ligação entre as duas margens do Tejo continua a ser a ligação rodoferroviária entre o Barreiro e Chelas e a construção da nova ponte entre o Seixal e o Barreiro, a qual deve ser acompanhada pela conclusão da infraestrutura do Metro Sul do Tejo, designadamente no que respeita à sua extensão até ao Barreiro, numa primeira fase, e até Alcochete e Novo Aeroporto de Lisboa, numa segunda fase.
Em termos da ligação entre a margem sul do Tejo e Lisboa, o túnel rodoviário entre a Trafaria e Algés não deve ser uma prioridade, mas deverá ser, necessariamente, um projeto a considerar no futuro, no quadro das soluções de mobilidade inter concelhia norte/sul no Estuário do Tejo.
Entretanto, o reforço dos diferentes modos, meios e sistemas de transporte público – ferroviário, fluvial e rodoviário, em Almada e na Área Metropolitana de Lisboa onde Almada se insere –, deve ser a grande prioridade que deve ser assumida pelos diferentes níveis do poder político.
O túnel Algés-Trafaria, no conceito que prevalece nas propostas que têm vindo ao conhecimento público, incluindo a recente decisão do Governo que o coloca entre um vasto conjunto de investimentos na área metropolitana de Lisboa, privilegia efetivamente a utilização do automóvel particular. Na perspetiva do PCP e da CDU, os problemas que hoje se colocam em matéria de mobilidade em Almada, e na Área Metropolitana de Lisboa em geral, não serão resolvidos pelo incentivo à utilização do transporte individual rodoviário, mas pela resposta mais eficaz e mais eficiente dos diferentes sistemas de transporte público, que devem ser sistemas integralmente geridos na esfera pública e por entidades de natureza pública.




