Festival de cariz comunitário promete transformar a Trafaria numa “vila musical” entre os dias 9 e 11 de setembro, juntando à música passeios de barco com pescadores do concelho e outras atividades.
“Onde o Tejo se faz ao mar” é o mote para convidar os almadenses e todo o público geral a visitar a Trafaria no fim de semana de 9 a 11 de setembro para conhecer o estilo de música bluegrass, ainda pouco conhecido dos portugueses. Nos seis palcos do festival “Trafaria Bluegrass” vão atuar quatro bandas internacionais (Reino Unido, Bélgica, Noruega e Suécia) e os portugueses Stonebones & Bad Spaghetti.
“Fomos desafiados por um elemento da única banda portuguesa deste estilo de música, o músico André Dal, que frequenta os festivais de bluegrass que se realizam por toda a Europa”, conta ao ALMADENSE João Horta, responsável pela organização do festival e membro do Recreios Desportivos da Trafaria (RDT), no concelho de Almada, mais conhecido pela população por “casino da Trafaria”, associação anfitriã do festival.
Este é o primeiro festival de bluegrass no nosso país. Trata-se de um estilo de música com origem na América do Norte e que conta já com uma forte comunidade internacional. Na Europa são organizados festivais locais e o músico André Dal achou que em Portugal a Trafaria “era um local extraordinário para se fazer este festival mais comunitário”, explica João Horta.
Este é um festival diferente dos outros festivais, acredita o responsável pela organização: “os artistas vêm tocar porque adoram tocar. Não param quietos, fazem jams em tudo quanto é sítio, vão para os restaurantes, esplanadas, sítios onde as pessoas se juntam e encontram”. Por tudo isso, a organização desta primeira edição do festival espera usar a música como um pretexto para pôr a vila da Trafaria a fazer algo em comum com várias propostas de atividades para todas as idades.
Atividades paralelas
Além de muita música, o festival “Trafaria Bluegrass” vai também oferecer aos visitantes passeios de barco ao largo dos silos com pescadores da Trafaria e da Costa de Caparica, workshops de instrumentos musicais como banjo e violino, uma masterclass de dança, um passeio pelo património da vila organizada pelo Centro de Arqueologia de Almada, uma visita guiada pelos locais de interesse da Trafaria, jogos tradicionais para a população mais idosa e também para as crianças.
Os festivaleiros ainda vão poder contar com uma exposição da fotógrafa Sílvia Luz, natural da vila e ouvir uma contadora de histórias que criou para este festival local histórias ficcionadas com inspiração na Trafaria.
O festival foi apoiado desde o início pelas entidades locais a Câmara Municipal de Almada que, através do mecanismo REMAMA, apoiou com cerca de 70% do orçamento estimado. O evento conta também com o apoio monetário e logístico da Junta da União de Freguesias de Caparica e Trafaria.
No entanto, o responsável pela organização confessa que este primeiro festival de bluegrass precisa ainda de voluntários para montagens e desmontagens, som e luz, fotografia, contacto com o público e com artistas, segurança e bar, entre outros. Qualquer pessoa pode inscrever-se através do formulário disponível nesta página. “Precisamos de cerca de 60 pessoas e neste momento estamos longe desse número”, adianta a organização.
No site do festival Trafaria Bluegrass pode consultar todas as atualizações do programa e os horários das atividades, que irão sendo divulgados.
https://almadense.sapo.pt/cidade/inaugurados-novos-edificios-do-presidio-da-trafaria/







