“Almada Lê” celebra o livro com conversas com autores, leituras e um jantar temático

De 20 a 23 de abril, Almada celebra o Dia Mundial do Livro a partir do “Caderno de Memórias Coloniais” de Isabela Figueiredo.

 

Nos próximos dias, Almada vai transformar-se numa cidade de leitores com conversas, leituras encenadas, comunidade de leitores ou até um jantar literário inspirado nas ex-colónias. A iniciativa é da Rede Municipal de Bibliotecas de Almada que, através da leitura conjunta do livro “Caderno de Memórias Coloniais” da escritora Isabela Figueiredo, celebra os 50 anos do 25 de Abril e o Dia Mundial do Livro, a 23 de abril.

A 22 de abril, às 21h, o Petisco da Lata Bistrô em Almada Velha recebe uma comunidade de leitores com Isabela, onde se explora o espaço da antiga Lourenço Marques através dos olhos de uma menina e do seu amor difícil pelo pai. No dia seguinte, às 21h, há conversa com os autores José Mário Silva, Isabela Figueiredo, Bruno Vieira do Amaral, Dulce Maria Cardoso e Catarina Gomes na Biblioteca Municipal José Saramago.

Já este sábado, 20 de abril, há jantar literário com pratos típicos das ex-colónias no restaurante-livraria Meia Volta de Úrano, seguido de quiz temático com o jornalista do Expresso José Mário Silva. No domingo, e continuando dentro do tema, o Fórum Municipal Romeu Correia recebe uma matiné dançante com música entre Portugal e Moçambique dos anos 70.

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Para os mais novos, 20 de abril é também dia de leitura encenada sobre o lápis azul da censura. Com “Ninguém podia imaginar…”, Ana Ventura traz a memória do 25 de Abril ao público infantil, partindo de dois livros sobre o tema. A conversa terá lugar às 16h, na Biblioteca Municipal de Almada. Por último, há “passadeira vermelha” para receber e ouvir “Caderno de Memórias Coloniais”, às 16h de 21 de abril.

Através das várias iniciativas relacionadas com a obra de Isabela Figueiredo, o município pretende levar os almadenses a refletir sobre o passado colonial do país, tratando memórias problemáticas e pensando a perda do Retorno. “A leitura conjunta deste livro torna-se assim numa manifestação viva do poder transformador da literatura e da capacidade de um espaço público se tornar um catalisador para reflexões significativas e inclusivas”, indica a organização em comunicado de imprensa.

À parte o jantar, todas as iniciativas são de entrada livre. As reservas para o jantar podem ser feitas através do contacto 918 507 478.

 

https://almadense.sapo.pt/cultura/50-anos-de-25-de-abril-comemorar-a-liberdade-em-almada/

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