Garcia de Orta investe 3,5 milhões na resposta a doentes “não covid”

Para assegurar a resposta a pacientes não covid, o Hospital Garcia de Orta, em Almada, fez acordos com privados para manter cirurgias, contratou mais especialistas e investiu em novos equipamentos.

 

O Hospital Garcia de Orta realizou um investimento global de 3,5 milhões de euros para “garantir o acesso dos doentes não covid-19”, informou a unidade hospitalar em comunicado.

Um dos investimentos está relacionado com os acordos estabelecidos com entidades externas para garantir a realização de cirurgias programadas de doentes não covid. Neste contexto, foram contratados blocos operatórios em hospitais como o da Cruz Vermelha Portuguesa, o Hospital SAMS ou a Clínica São João de Deus, onde os cirurgiões do Garcia de Orta se encontram a realizar cirurgias.

Para assegurar a resposta a pacientes “não covid”, a unidade hospitalar também procedeu à “subcontratação da produção cirúrgica”, tendo estabelecido como prioridade os casos urgentes e os doentes oncológicos, indica a mesma fonte.

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De forma a “reforçar a multidisciplinaridade”, o Hospital tem vindo ainda a contratar mais especialistas, estando a fazer “um esforço” para aumentar a “capacidade de atração de profissionais”.

 

Hospital “liberta” camas para doentes “agudos”

O Garcia de Orta tem vindo ainda a melhorar o “processo de reencaminhamento de doentes com alta clínica hospitalar para outro tipo de cuidados”, como a rede nacional de cuidados continuados ou estruturas residenciais para idosos, o que permite “libertar” mais rapidamente camas para os doentes “agudos” que delas necessitam, informa ainda a unidade hospitalar.

Prova disso é o facto de no mês de Outubro terem sido colocados mais 27% de doentes na Rede Nacional de Cuidados Continuados, quando se compara com o mesmo mês do ano passado.

Frisando que a “assistência a doentes não covid-19 não pode ser descurada”, o Hospital que serve os concelhos de Almada e Seixal tem ainda em curso a instalação de uma nova Ressonância Magnética e de um novo equipamento de Tomografia Axial Computorizada, de forma a garantir um “upgrade” na capacidade de diagnóstico. Também o serviço de Medicina Nuclear foi equipado com uma nova Cintigrafia e com a técnica de imagem médica PET.

Por outro lado, foram realizadas obras para a criação de quartos de isolamentos para a Unidade de Cuidados Intensivos, cuja capacidade subiu de sete para doze, contribuindo para aumentar a capacidade de resposta global nesta área, tanto “para doentes covid como não covid”.

 

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