Urgência pediátrica do Garcia de Orta poderá reabrir à noite a partir de Abril

Encerrada há três meses devido à falta de médicos, a urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta, em Almada, poderá voltar a abrir à noite, mas de forma faseada.

 

A administração do Hospital Garcia de Orta, em Almada, admite reabrir progressivamente a urgência pediátrica noturna a partir do mês de Abril. “Vamos começar por reabrir ao fim-de-semana e, à medida que formos captando recursos, esperamos abrir o funcionamento em pleno da urgência”, afirmou Luís Amaro, presidente do Conselho de Administração do Hospital Garcia de Orta, hoje ouvido na Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República.

Desde Novembro que a urgência pediátrica daquele hospital (que serve a população dos concelhos de Almada e do Seixal) encerra ao fim-de-semana e no período da noite, entre as 20.00 e as 08.00 da manhã. A situação tem motivado numerosos protestos por parte da população afetada, que multiplica os apelos ao Governo para tomar medidas.

Após o lançamento de um concurso que ficou deserto, o Ministério da Saúde anunciou em janeiro que iria avançar para a contratação direta. Entretanto, segundo indicou Luís Amaro aos deputados, foram contratados três especialistas, um número ainda insuficiente para garantir o pleno funcionamento daquela unidade hospitalar.

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Sobre a saída de 13 pediatras do Garcia de Orta em apenas três anos, o administrador apontou o dedo às “entidades privadas que fizeram abrir unidades funcionais na grande Almada e na grande Lisboa e que apelaram à saída dos melhores através de ordenados que nós não conseguimos acompanhar”.

Ainda assim, afiançou que “nunca esteve em causa o funcionamento em termos definitivos” da urgência pediátrica, sublinhando a necessidade do Garcia de Orta se articular com os restantes hospitais da península de Setúbal.

Para o responsável, é importante também “pensar na melhor forma de reorganizar as urgências”, argumentando que continua a observar-se “um número significativo de situações não urgentes que poderiam ser atendidas em outras unidades de cuidados de saúde primários”.

 

 

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