Maior unidade de saúde do distrito de Setúbal continua limitada devido à escassez de profissionais de saúde.
A urgência de obstetrícia e ginecologia e o bloco de partos do Hospital Garcia da Orta, em Almada, encontram-se encerrados desde as 8h da manhã desta sexta-feira, dia 29 de julho. O encerramento do departamento vai prolongar-se até às 20h e deve-se à escassez de profissionais e a férias, indicou fonte hospitalar.
Também durante a maior parte do mês de agosto as urgências de obstetrícia estarão encerradas naquela que é a mior unidade de saúde do distrito de Setúbal. O serviço irá fechar de quarta-feira a domingo durante as três primeiras semanas do mês e de terça-feira a domingo na quarta semana. Ou seja, vai estar a funcionar regularmente apenas 13 dias do mês. Durante este período, apenas as utentes grávidas já internadas terão assistência médica.
“Há hospitais que cronicamente tem uma deficiência no número de profissionais de saúde”, admitiu Diogo Ayres de Campos, coordenador da comissão de acompanhamento da urgência ginecologia e obstetrícia, em entrevista à RTP.
Recorde-se que a comissão de acompanhamento foi criada no mês de junho pela ministra da saúde, Marta Temido, na sequência da crise nas urgências de ginecologia e obstetrícia.
A crise de recursos humanos surge no seguimento do hospital ter perdido oito obstetras para o setor privado ou por reforma. Atualmente, a unidade de saúde conta apenas com um médico especialista e um interno para o serviço.
Os constrangimentos nos serviços de obstetrícia/ginecologia tem acontecido por todo o país. No Hospital S. Francisco Xavier, em Lisboa, o bloco de partos vai estar encerrado durante 24 horas esta sexta-feira, enquanto no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, vai encerrar das 9h às 21h de sábado, dia 30 de julho.
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