Os deputados socialistas eleitos por Setúbal questionaram o Governo sobre as medidas, prazos, intervenções, financiamento e responsabilidades previstas para a recuperação e valorização do Castelo de Almada e da Fortaleza da Torre Velha, que, sete anos depois de terem sido incluídos no programa REVIVE, continuam sem calendário para recuperação.
Numa pergunta dirigida à ministra da Cultura, Margarida Afonso, António Mendonça Mendes, Eurídice Pereira, André Pinotes Batista e Carlos Pereira, acompanhados por outros deputados socialistas que integram a Comissão de Cultura, recordam que o Castelo de Almada e a Fortaleza da Torre Velha continuam sem conhecer uma estratégia para a requalificação e abertura ao público.
Em comunicado, os deputados do PS recordam que o Castelo de Almada foi classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1977, sublinhando que a Fortaleza da Torre Velha, por seu lado, integra também “este conjunto patrimonial de enorme relevância histórica e cultural”.
“Não é aceitável que património desta importância permaneça numa situação de indefinição, sobretudo quando o próprio Estado reconheceu a necessidade da sua reabilitação e definiu um instrumento específico para a sua valorização”, refere Margarida Afonso, citada em comunicado. A primeira subscritora da pergunta acrescenta que “é fundamental saber o que foi efetivamente feito desde a entrada em funções do atual Governo, o que está previsto e, sobretudo, quando será possível passar das intenções à ação”.
Os deputados socialistas querem ainda saber qual é o atual estado de conservação do Castelo de Almada, que obras foram realizadas na última década e quais as necessidades identificadas. Questionam ainda o Governo sobre a realização de estudos e trabalhos arqueológicos, considerados importantes para aprofundar o conhecimento sobre as origens históricas de Almada.
“Não basta manter dois monumentos numa plataforma ou num programa governamental. É preciso intervir, recuperar e devolver este património às pessoas”, sublinha Margarida Afonso, defendendo uma estratégia conjunta para o Castelo de Almada e a Fortaleza da Torre Velha, que possa aproveitar a ligação histórica, patrimonial, cultural e turística entre os dois espaços.
“Almada não pode continuar a ter património de enorme valor histórico reconhecido pelo Estado, inscrito em programas públicos de valorização, mas sem uma resposta concreta para a sua recuperação e fruição. O património não se preserva com anúncios: preserva-se com investimento, intervenção e uma estratégia”, conclui a deputada Margarida Afonso.
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Os Deputados ” Socialistas ” deviam sim, repensar nos terrenos do Seminário de Almada.
O que interesse tem, aqueles hectares de terra ali empobrecidos ? Não dava habitação a muita e muita gente ?
Negociar com a Santa Casa ou Sacerdócio de Lisboa, a CMA e o Estado, deviam negociar.
O que faz ali, aquela terra queimada ?
Os terrenos do Seminário, não estão abandonados. São (veja-se a surpresa!) do Seminário, e é-lhes dado uso não apenas pelos sacerdotes e seminaristas, mas por milhares de membros – especialmente jovens – da Diocese de Setúbal. As hortas, quinta e picadeiro também estão ao usufruto da comunidade local. É uma mais valia Almada ter ali um local que escapou ao urbanismo desenfreado, onde se pode encontrar alguma paz e retiro. Também o Almaraz era “terra abandonada” durante décadas e veja-se agora a riqueza arqueológica que lá se descobriu. Ainda bem que nunca se destruiu aquilo para fazer mais edificação medíocre.
Faça-se habitação, sim, mas há muito mais onde se pode começar. Mas a Igreja é sempre um alvo fácil…
Sou Almadense, mas só entrei no Castelo de Almada uma vez e foi no ano passado numa visita guiada da Câmara de Almada e fiquei muito triste pelo estado de conservação do Castelo. Inclusive havia zonas vedadas devido ao perigo de derrocada.
Estes Srs deputados fariam bem melhor fazer uma visita e comprovarem o estado lastimoso que está.
Não querem saber, ou assobiam para o lado, o nosso património cultural da cidade de Almada é muito rico. Basta ler a História, o quão rico era, e é, a Autarquia que “temos” é deplorável e incapaz, não resolve nada. Votaram “neles”, não se queixem .