Os efeitos da greve geral marcada para esta quarta-feira, 3 de junho, deverão começar a sentir-se em Almada já ao final da tarde de terça-feira, com especial impacto nos transportes públicos que servem o concelho. Convocada pela CGTP em protesto contra o pacote laboral apresentado pelo Governo, esta será a segunda greve geral em Portugal em menos de seis meses.
Em Almada, a paralisação deverá afetar vários setores, embora alguns serviços possam manter funcionamento parcial ou assegurar apenas serviços mínimos. Saiba o que está previsto:
TRANSPORTES:
- Transtejo/Soflusa: Nas ligações fluviais entre Lisboa e a margem sul, o Tribunal Arbitral decidiu não fixar serviços mínimos. Ao contrário da última greve geral, em dezembro, quando foram definidos serviços mínimos no transporte fluvial, desta vez não houve essa imposição. Segundo informação disponível no site oficial, o tribunal deliberou, por maioria, “não fixar serviços mínimos de transporte fluvial de passageiros a assegurar pela Soflusa/TTSL durante a greve declarada para o dia 3 de junho de 2026”. Na prática, esta decisão pode levar à suspensão de grande parte das travessias, incluindo em hora de ponta, afetando milhares de passageiros que utilizam diariamente este meio de transporte.
- Fertagus: O Conselho Económico e Social (CES) deliberou a implementação de serviços mínimos na ordem dos 25% no transporte ferroviário assegurado pela Fertagus, informou a concessionária no seu site oficial. “Esta medida visa assegurar o cumprimento das obrigações legais de prestação miníma de serviço, bem como garantir, na medida do possível, a continuidade das actividades essenciais durante o período de paralisação”. Ainda assim, a Fertagus alerta de que a realização do seu serviço está dependente do impacto da greve no gestor da infraestrutura, ou seja, a IP. Os horários que serão realizados no dia 3 de junho podem ser consultados aqui.
- Metro Sul do Tejo: Para o Metro Sul do Tejo foram decretados serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral para as horas de ponta do dia 3 de junho, entre as 6h e as 9h da manhã e entre as 17h e as 20h. Ainda assim, a operadora do metro de superfície que opera nos concelhos de Almada e Seixal alerta que poderão ocorrer “perturbações significativas no serviço, logo a partir das 17h de terça-feira, dia 2 de junho, que poderão prolongar-se até às 4h do dia 4 de junho”, informa no seu site oficial. A Metro Sul do Tejo avisa ainda que os postos de atendimento poderão encontrar-se encerrados durante todo o dia de greve.
- Carris Metropolitana: Tal como na greve de dezembro, o Tribunal Arbitral não decretou serviços mínimos para o transporte público rodoviário, pelo que a realização das carreiras vai depender da adesão à greve dos trabalhadores da Carris Metropolitana, com a operadora a antecipar que possa haver perturbações no serviço, mas sem adiantar percentagens.
SAÚDE:
Na área da saúde, o Tribunal Arbitral decidiu fixar serviços mínimos, abrangendo sobretudo situações de urgência e cuidados de saúde essenciais, o que irá incidir sobre a atividade do Hospital Garcia de Orta, em Almada. Estão incluídas “situações de urgência nas unidades de atendimento permanentes que funcionam 24 horas por dia”, bem como “serviços de internamento que funcionam em permanência 24 horas por dia”.
A decisão cobre ainda áreas críticas como cuidados intensivos, hemodiálise, tratamentos oncológicos e bloco operatório, garantindo também o “prosseguimento de tratamentos programados em curso”, como quimioterapia e radioterapia. Estão igualmente abrangidas intervenções cirúrgicas essenciais para evitar “dano irreparável/irreversível ou de difícil reparação”, assim como o “serviço de recolha de órgãos e transplantes em regime de prevenção”.
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