Câmara de Almada vai instalar “barreiras dinâmicas” na arriba da Costa da Caparica

Intervenção tem um investimento estimado em 1,2 milhões de euros e deverá decorrer " durante o corrente ano".

A Câmara de Almada vai avançar com a instalação de “barreiras dinâmicas” na arriba fóssil da Costa da Caparica, num investimento estimado de 1,2 milhões de euros. A informação foi avançada ao ALMADENSE por fonte da autarquia, que indica que os trabalhos deverão decorrer “ainda durante o corrente ano”.

A intervenção tem como objetivo reforçar a proteção das habitações localizadas na base da arriba fóssil da Costa da Caparica, procurando reduzir a sua exposição ao risco. Esta medida surge na sequência dos recentes episódios de intempérie, que agravaram a instabilidade da arriba, originaram derrocadas e aumentaram a probabilidade de ocorrência de novos deslizamentos ou de queda de blocos rochosos.

Descartando, de momento, uma “intervenção estrutural na arriba fóssil”, a Câmara de Almada indica que a opção passa antes por uma medida “de mitigação de risco, com o objetivo de reduzir a exposição de algumas edificações a futuros episódios de movimentos de massa”.

Durante a reunião de câmara realizada na segunda-feira, 4 de maio, a presidente Inês de Medeiros reforçou a ideia: “Não se trata de uma consolidação da arriba. São barreiras, uma espécie de redes. A lama continuará a escorrer, mas, no caso de queda de pedras ou blocos, essas estruturas, colocadas na base, servirão para proteger as habitações”, explicou.

Mais concretamente, as “barreiras dinâmicas” serão compostas por “elementos de extensão reparável, do tipo malha metálica, capazes de se deformar ao bloquear a trajetória de queda de uma rocha”, explica a autarquia. O sistema permite “absorver e dissipar a energia cinética dos blocos em queda, através de um conjunto de cabos, pregagens e dissipadores de energia”.

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Ainda de acordo com a Câmara, estas estruturas destinam-se a “amortecer ou mesmo deter massas rochosas instabilizadas”, incluindo blocos de maiores dimensões do que aqueles que podem ser contidos pelas redes de proteção convencionais. Podem ainda ser utilizadas de forma isolada ou em articulação com outros sistemas de retenção.

A autarquia acrescenta que, após a conclusão do trabalho atualmente em desenvolvimento pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova (NOVA FCT), será “avaliada a eventual necessidade de complementar a intervenção com outras medidas de mitigação de risco”.

“Isto não se esquece”: casas soterradas, danificadas e um futuro em suspenso na Costa da Caparica

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2 Comentários

  1. Eu gostaria era de saber o que vão fazer com os desalojados isso sim andamos todas as semanas a mudar de sítio com os sacos às costas não têm sitio para nos meter não quiseram os monoblocos e gente está nesta vida à 3 meses e só falam do porto e não falam de São João da Caparica

  2. Esta CMAlmada só se preocupa em proteger a construção ilegal e a desorganização urbanística deste Conselho.
    Passeios e zonas limpas, jardins cuidados, urbanismo, segurança, qualidade da água (amarela e com pedras), cortes constantes de electricidade, turismo virado para a Costa Atlântica, de forma a criar e desenvolver postos de trabalho etc…etc… imaginem viver com qualidade de vida, por exemplo à semelhança de Câmaras bem perto e bem geridas, do outro lado do Tejo. NÃO, não mudo de zona, acredito nas potencialidades daqui.
    Mas será?!!! Anda tudo cego??!! Os votos e as pessoas no Concelho, não merecem melhor???!!!

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