Câmara de Almada defende declaração de situação de calamidade no concelho

Autarquia sublinha a necessidade de uma resposta prolongada para a arriba da Costa de Caparica.

 

A Câmara de Almada está a ultimar um pedido a enviar ao Governo para que seja decretada a situação de calamidade no concelho, anunciou esta sexta-feira, 13 de fevereiro, a presidente da autarquia, Inês de Medeiros, sublinhando a necessidade de uma resposta estrutural e duradoura para a arriba da Costa de Caparica.

“Estamos a pedir a declaração do estado de calamidade também para Almada. É muito importante que se comece já a pensar em apoios, não só para estas pessoas, mas também para as empresas aqui de Porto Brandão e para outros pontos do concelho”, afirmou a autarca.

As declarações foram proferidas durante uma visita à zona de Porto Brandão, acompanhada pelo líder do PS, José Luís Carneiro. A localidade foi totalmente evacuada na quarta-feira, na sequência de um deslizamento de terras provocado, situação que colocou várias habitações em risco.

Já esta sexta-feira, uma nova derrocada registada na Azinhaga dos Formozinhos levou à retirada preventiva de moradores por motivos de segurança. Presente no local, Inês de Medeiros apelou à calma e à confiança nos serviços públicos, num momento que classificou como “angustiantes e dolorosos”.

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De acordo com a agência Lusa, Inês de Medeiros defendeu ainda um plano mais amplo para toda a arriba fóssil da Costa de Caparica, que contemple também soluções de acolhimento para as pessoas afetadas. Inês de Medeiros adiantou ainda que os serviços municipais estão a preparar o processo e que o pedido será formalizado junto do Governo com “o maior número de dados possíveis”, assim que a situação no terreno o permita.

Ainda assim, “as pessoas estão, de facto, numa situação de desespero, numa situação de uma dor profunda porque é toda uma vida que aqui está e, portanto, é natural”, admitiu. “Não vamos entrar agora nessas querelas. Há muita coisa que provavelmente, ao longo de décadas, não deveria ter acontecido, aconteceu e agora é enfrentar o presente e garantir o futuro destas pessoas”, concluiu.

Porto Brandão: 400 pessoas foram evacuadas devido ao risco de derrocadas

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