Almada foi o município cuja receita de IMT mais cresceu em 2019

Receita gerada pelo imposto que se paga na compra de casa reflete o aquecimento do setor imobiliário que se verifica no concelho de Almada.

 

A receita arrecadada pelo município de Almada através do imposto sobre a transmissão de imóveis (IMT) continua a bater records. Se entre 2010 e 2016 a coleta deste imposto (que se paga quando se compra casa) rondava os 6 milhões de euros, a partir de 2017 o valor começou a subir progressivamente, até atingir os 22,3 milhões de euros em 2019 (mais 6,7 milhões do que no ano anterior).

Os números refletem o aquecimento do setor imobiliário que se vive no concelho de Almada, onde o preço da habitação continua a subir apesar da pandemia.

Desta forma, Almada foi o concelho português em que a coleta procedente do IMT mais subiu em 2019, revela o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, esta semana divulgado. A evolução acontece num ano em que o volume da receita de IMT se encontra em desaceleração no resto do país, tendo mesmo registado descidas em cidades como Lisboa ou Cascais.

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Ainda assim, o IMI continua a ser o imposto mais relevante no orçamento do concelho de Almada, alcançando um peso de 30%. Em 2019, a coleta do imposto municipal sobre os imóveis situou-se em 30,6 milhões, um valor em linha com o registado no ano anterior.

 

Almada: nono concelho em “eficácia financeira”

O concelho de Almada voltou em 2019 a situar-se nos lugares cimeiros do ranking de “eficácia financeira” divulgado pelo Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses. Com 1303 pontos em 1900 possíveis, Almada ficou classificada em nono lugar na lista de municípios de grande dimensão, tendo descido uma posição em relação ao ano anterior. Na primeira posição do ranking surge o Porto, seguido por Sintra, Amadora, Santa Maria da Feira, Oeiras e Cascais.

De acordo com o estudo, realizado pela Ordem dos Contabilistas Certificados e pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, do total de 308 concelhos do país, apenas 75 apresentaram no ano de 2019 um nível satisfatório de eficiência financeira.

A tabela baseia-se em dez indicadores de avaliação, que incluem o índice de liquidez, os proveitos operacionais, o passivo por habitante, o grau de execução do saldo efectivo, índice de dívida total, índice de superavit e impostos directos por habitante.

 

https://almadense.sapo.pt/habitacao/precos-das-casas-em-almada-continuam-a-subir-apesar-da-pandemia/

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