A entrada em funcionamento de um furo de captação localizado no Seixal e uma ligação ao sistema de abastecimento de Lisboa são as soluções previstas para o problema de abastecimento de água em Almada.
A medida implica a construção de duas condutas junto à Ponte 25 de Abril, ligando o sistema da Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL) a dois reservatórios na margem sul. Em paralelo, os municípios de Almada e do Seixal deverão assinar, no início de outubro, um acordo para o licenciamento do novo furo, informou a agência Lusa.
O anúncio foi feito esta quarta-feira, dia 23 de setembro, pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, durante a assinatura de um acordo entre a Câmara de Almada e a EPAL para estudar formas de reforçar a segurança e a capacidade de resposta do sistema de abastecimento.
“É muito importante porque precisamos, de uma forma harmoniosa e de acordo com todos, licenciar o furo CBR2, o famoso furo que vai resolver, para já, em curto prazo, e que está localizado no Seixal”, afirmou a governante.
Segundo Maria da Graça Carvalho, o acordo entre os dois municípios representa uma resposta de curto prazo, enquanto estão a ser estudadas outras alternativas. Ao mesmo tempo, está em análise uma solução a partir da Barragem de Castelo de Bode, cujo projeto deverá ser apresentado no prazo de quatro meses pela Agência Portuguesa do Ambiente e pelas Águas de Portugal.
Atualmente, o abastecimento de Almada depende sobretudo de águas subterrâneas provenientes do aquífero da Península de Setúbal. “A diversificação das origens de água constitui, por isso, uma das possibilidades em estudo para aumentar a capacidade de resposta do sistema perante situações de falha, emergência ou outras ocorrências que possam comprometer a continuidade do serviço”, sublinhou a Câmara Municipal de Almada, numa nota publicada no seu site.
Recorde-se Almada esteve em situação de alerta entre o início de julho e o final de agosto, na sequência de sucessivas falhas no abastecimento de água, com particular impacto na Costa da Caparica e Charneca.






