Almada contabilizou 935 constituições de empresas em 2025, menos 1,9% do que no ano anterior, quando tinham sido registadas 953. No mesmo período, os encerramentos aumentaram de 248 para 289, segundo os dados do estudo da Informa D&B. Apesar desta evolução, o número de entidades constituídas continuou a ser superior ao das que encerraram atividade.
Os dados mostram que a dinâmica empresarial do concelho manteve-se positiva em termos de constituições, uma vez que em 2025, Almada registou mais 646 constituições do que encerramentos.
Por setores de atividade, a Construção liderou a criação de empresas em Almada, com 146 constituições em 2025. Seguiram-se os Serviços Empresariais, com 135, os Serviços Gerais, com 125, e as Atividades Imobiliárias, com 110. As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) registaram 98 novas entidades, enquanto o Alojamento e Restauração contabilizou 92.
Em sentido inverso, os encerramentos concentraram-se sobretudo no Retalho, com 46 casos, nos Serviços Gerais, com 45, e nos Serviços Empresariais, com 32. Os Transportes registaram 31 encerramentos, o Alojamento e Restauração 30 e a Construção 29.
Dados de 2026 apontam para menos constituições e encerramentos
Entre janeiro e setembro de 2026, foram registadas 679 constituições de empresas e outras organizações em Almada, menos 3,4% do que as 703 contabilizadas no período homólogo. Os encerramentos também diminuíram, passando de 192 para 143, uma redução de cerca de 25,5%, ainda de acordo com o estudo da Informa D&B.
Cenário nacional também marcado por quebra
A evolução registada em Almada acompanha a tendência nacional na criação de empresas. Entre janeiro e setembro de 2026, foram constituídas 40.266 novas empresas em Portugal, menos 3,2% face ao período homólogo de 2025, indica o Barómetro da Informa D&B.
“Quase todos os setores descem na criação de empresas e a evolução aponta para que no final do ano se verifique um recuo face a 2025, que registou um máximo histórico neste indicador”, refere a Informa D&B, antecipando uma possível diminuição na constituição de novas empresas em Portugal.
A tendência não foi igual em todos os setores. A Construção e as Tecnologias da Informação e Comunicação foram as únicas áreas a registar crescimento na criação de empresas a nível nacional até setembro. A Construção contabilizou 6.065 novas empresas, uma subida de 13%, enquanto as TIC registaram 3.010 constituições, mais 5,6% do que no período homólogo.
Em contrapartida, a Agricultura e Pecuária registou uma quebra de 29% na criação de empresas, enquanto o Alojamento e Restauração, o Retalho e os Transportes apresentaram descidas de 11%. No mesmo período, foram registados 9.015 encerramentos de empresas em Portugal, embora a Informa D&B indique uma diminuição de 7,9% no número de encerramentos acumulados nos 12 meses terminados em setembro, face aos 12 meses anteriores.
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