Os valores do arrendamento em Almada continuam a subir, tendo atingido um novo máximo histórico no segundo trimestre de 2026. Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), a renda mediana dos novos contratos de arrendamento no município chegou pela primeira vez aos 14 euros por metro quadrado.
O valor significa que, a título indicativo, um apartamento com 100 metros quadrados arrendado através de um novo contrato teria uma renda correspondente a cerca de 1.400 euros por mês.
A evolução torna-se mais expressiva quando comparada com o início da série estatística. No segundo trimestre de 2020, a renda mediana era de 7,80 euros por metro quadrado. Seis anos depois, os 14,03 euros verificados em Almada representam um aumento de 82%.

Os valores de arrendamento praticados em Almada colocam o concelho claramente acima da referência nacional, que no segundo trimestre de 2026 se fixou nos 10,17 euros por metro quadrado. Arrendar um imóvel novo em Almada custa, segundo o INE, cerca de 38% mais do que no conjunto do país.
Entre os municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) com mais de 100 mil habitantes, os valores mais elevados foram registados em Lisboa (17,79 euros por metro quadrado), Cascais (17,50 euros por metro quadrado) e Oeiras (16,12 euros por metro quadrado).
Almada é, assim, o quarto município mais caro da AML no que toca ao arrendamento, com um valor igual ao registado na Amadora. Seguem-se, entre outros, Odivelas com 13,17 euros por metro quadrado, Loures com 13,03 euros, Sintra com 11,63 euros, Seixal com 11,76 euros, Setúbal com 11,69 euros e Vila Franca de Xira com 11,39 euros.
Os dados permitem também colocar Almada acima da média registada na Península de Setúbal, cuja renda mediana no segundo trimestre de 2026 foi de 11,99 euros por metro quadrado, e abaixo da Grande Lisboa, que registou 15,24 euros por metro quadrado.
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