Biblioteca de Almada lança curso sobre budismo e pensamento português

Novo curso, orientado por Rui Lopo, propõe cinco sessões para explorar a influência da tradição budista em autores portugueses dos séculos XIX e XX. Decorre durante o mês de junho no Fórum Romeu Correia.

A relação entre intelectuais portugueses e a tradição religiosa e cultural do Budismo é o mote para o novo curso que terá lugar na Biblioteca Municipal do Fórum Romeu Correia, com cinco sessões gratuitas que vão decorrer ao longo do mês de junho.

Intitulada “O Lugar do Pensamento – A Cultura Portuguesa e as Sabedorias Orientais”, a iniciativa será dinamizada por Rui Lopo, doutorado em Filosofia pela Universidade do Porto com uma tese sobre a recepção do Budismo no pensamento português do século XIX e XX. A primeira sessão arranca esta terça-feira, dia 2 de junho, na sala de adultos da Biblioteca Municipal, repetindo-se nos dias 18, 22, 25 e 30 de junho, sempre entre as 19h e as 21h.

“Encontramos em Portugal alguns intelectuais que mantiveram um relacionamento intenso com os territórios ou espaços historicamente associados à tradição religiosa e cultural do Budismo, como a Índia, a China e o Japão”, adianta a Câmara de Almada na nota de apresentação do novo curso. Pretende-se, por isso, explorar a receção deste contacto cultural na construção do pensamento destes autores, e perceber de que forma é que esta influência teve repercussões no pensamento filosófico português.

Ao longo das cinco sessões serão abordados os seguintes temas: “Introdução Geral: O que é o budismo na Europa do século XIX” (dia 2 de junho), “Luís Ignacio de Andrade: A China como exemplo para uma Europa em crise. Sinofilia e Secularização” (no dia 18 de junho), “Manuel Silva Mendes: o taoísmo e o budismo como religião ético-filosófica. Meditação como endovisão” (dia 22), e “Adeodato Barreto: Índia, Indocentrismo e emancipação; o Budismo como revolução mundial por cumprir”. O curso encerra com “Wenceslau de Moraes: do culto do chá à descoberta da impersonalidade”, no dia 30 de junho.

Será ainda abordada uma perspetiva europeia, com o neobudismo de Antero de Quental e o cienticismo pessimista de Manuel Laranjeira. A conclusão vai incidir sobre Fernando Pessoa, exemplo da influência do budismo na Europa do seu tempo.

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Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e membro-investigador do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto e do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, Rui Lopo regressa às Bibliotecas de Almada para mais uma formação, depois de ter dinamizados os cursos “Estética, arte e filosofia: Pensadores portugueses do século XX” e “Cultura e Filosofia Portuguesa”. A entrada é livre.

 

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