Almada totaliza quase 500 pessoas retiradas de casa devido aos deslizamentos nas arribas

Inês de Medeiros pede “medidas governamentais excecionais que assegurem soluções definitivas de habitação” para os moradores forçados a abandonar as suas habitações.

 

Desde o início dos episódios de instabilidade das arribas provocados pelas sucessivas tempestades, um total de 476 pessoas foram retiradas das suas habitações no concelho de Almada. Deste conjunto, 225 foram alojadas com o apoio da autarquia, informou a agência Lusa.

O mais recente episódio ocorreu esta terça-feira, dia 17 de janeiro, quando pelo menos 30 pessoas tiveram de abandonar as suas casas na Costa da Caparica, na sequência de um novo deslizamento de terras ocorrido junto à arriba fóssil.

Uma creche pertencente a uma Instituição Particular de Solidariedade Social recebeu igualmente orientações da Proteção Civil para se manter encerrada, como medida de segurança.

Trata-se do terceiro caso de desabamentos de terras na Costa da Caparica desde que as sucessivas tempestades começaram a provocar a saturação dos solos das arribas. Anterioremente, já tinham sido retirados de casa mais de uma centena de residentes.

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Também no Porto Brandão e na Azinhaga dos Formozinhos centenas de moradores foram desalojados por motivos de segurança, permanecendo atualmente em casas de familiares ou em espaços de acolhimento fornecidos pela autarquia.

Segundo fonte municipal, um gabinete de apoio às populações afetadas deverá entrar em funcionamento na Junta de Freguesia da Trafaria, concentrando o acompanhamento social e o esclarecimento de dúvidas junto dos desalojados.

Segundo a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, a autarquia tem vindo a intervir em várias frentes “para evitar uma tragédia maior”. Ainda assim, a autarca alerta que “as respostas de emergência são temporárias”, sublinhando a necessidade de “medidas governamentais excecionais que assegurem soluções definitivas de habitação, apoio à reconstrução e salvaguarda dos investimentos e dos postos de trabalho”, escreveu nas redes sociais.

 

Novo deslizamento de terras na Costa da Caparica obriga à retirada de mais 30 pessoas

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