Legislativas 2025: O que defendem os partidos para Almada? — Os terrenos da Lisnave

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No âmbito das Eleições Legislativas de 2025, o jornal ALMADENSE enviou quatro perguntas aos partidos com representação parlamentar sobre temas relacionados com Almada que dependem do Estado Central. Uma dessas questões incidiu sobre a requalificação dos terrenos da antiga Lisnave, um projeto há muito adiado, apesar do seu reconhecido potencial para o concelho. 

Aqui publicamos as respostas à questão:
Que propostas concretas tem o seu partido para a requalificação dos terrenos da antiga Lisnave? Como pretendem garantir que este projeto, adiado ao longo dos anos, vai finalmente avançar na próxima legislatura?

Nota: Seguindo as setas encontrará as respostas enviadas pelos partidos ao ALMADENSE. A ordenação dos mesmos foi feita segundo a votação obtida em Almada nas últimas eleições legislativas. O partido Chega não respondeu às questões.

Veja a resposta às outras questões:
 Habitação     Mobilidade     Compromissos 

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Bloco de Esquerda

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Os terrenos da antiga Lisnave e Margueira representam uma área estratégica para Almada e para a Margem Sul. O Bloco de Esquerda recusa qualquer modelo de privatização e elitização destes terrenos, tão cobiçados pela especulação imobiliária e pelo turismo massivo. Uma zona com tanto património histórico e ligação direta ao rio deve servir a população e o investimento público.

O Bloco defende um projeto assente na criação de uma zona aberta, com espaços verdes, equipamentos culturais e desportivos, serviços públicos, espaços para a economia local e micro, pequenas e médias empresas, além de habitação pública a preços controlados. Qualquer proposta para a área da Lisnave deve respeitar a memória e as características emblemáticas daquele espaço, atendendo também às exigências ambientais, dada a sua relevância para o rio Tejo e o ecossistema local.

A concretização de um projeto para os terrenos da antiga Lisnave depende da vontade política da autarquia e do Governo. É incompreensível que um espaço tão vasto, de domínio público, esteja abandonado e sem perspetiva clara de requalificação. O Bloco de Esquerda será a força que priorizará a definição de um objetivo concreto para aqueles terrenos, integrando-o no Plano Diretor Municipal e ao serviço da população e não dos interesses privados.

 

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